Pegando numa definição enciclopédica (via Wikipedia), “artesanato é o próprio trabalho manual, utilizando matéria-prima natural, ou produção de um artesão (de artesão + ato). Mas com a mecanização da indústria o artesão é identificado como aquele que produz objetos pertencentes à chamada cultura popular.

O artesanato é tradicionalmente a produção de carácter familiar, na qual o produtor (artesão) possui os meios de produção (sendo o proprietário da oficina e das ferramentas) e trabalha com a família em sua própria casa, realizando todas as etapas da produção, desde o preparo da matéria-prima, até o acabamento; ou seja, não havendo divisão do trabalho ou especialização para a confecção de algum produto. Em algumas situações o artesão tinha junto a si um ajudante ou aprendiz.”.

De cada vez que andamos na rua, andamos instintivamente à procura destas pessoas tão especiais que do nada fazem tudo, com arte, mestria e um saber inesgotável.

Foram as inúmeras descobertas que fomos fazendo ao longo dos tempos que nos fizeram criar este blog. Muitos dos ditos artesãos que outrora conhecemos já lhes perdemos o rasto (e ao seu trabalho), mas cada vez mais temos a felicidade de nos cruzarmos com pessoas que vêem no passado uma prancha para o futuro.

São criadores nascidos a maioria nos anos 70 e 80 (jovens, portanto!), que procuram reinventar tradições, reutilizar materiais esquecidos, descobrir novas utilizações em matérias primas de sempre, observar o quotidiano e manifestá-lo em objectos que nos enchem a alma.

Depois de mais uns dias de #homyontour, dei por mim a reflectir um pouco sobre este tipo de pessoas, de criadores. Acho injusto chamar às suas peças ‘artesanato’, como que dando-lhes uma conotação quase rústica e grosseira, pouco distinta.

São produções artesanais, sim, mas não é artesanato. Não são mais do mesmo, não são réplicas melhoradas nem meras reproduções. O típico artesanato não é menos bom, não é menos bonito, nem menos importante, mas não é isto.

Estas peças são um regresso ao passado na forma de produzir, às vezes totalmente solitária, e com os recursos mais ancestrais para conseguir este ou aquele efeito.

Cada peça é única porque todas elas são feitas manualmente, todas elas têm uma história para contar e algumas vários antecessores que lhe precederam até ficarem exactamente como o criador as tinha idealizado.

É este design nacional que prolifera cada vez mais em Portugal, que tem peças de uma qualidade e estética irrepreensíveis, que preservam o passado mas que nos lançam para o futuro.

Já tivemos oportunidade de vos dar a conhecer muitas delas, na nossa rubrica Marcas com ‘h’ e na 1.ª Edição do Homy Pop Market.

São estas peças que adoramos ter em casa e que tornam a decoração tão especial, tão única como as peças que a compõem.

Deixo-vos algumas imagens da última semana de #homyontour para vos mostrar do que falo…

 

 

Design Português

Modernística – Viana do Castelo

 

Design Português

Burel Mountain Originals – Manteigas

 

Design Português

Oficina da Moura – Soajo

 

 

Até já!

Margarida B.