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Já lá vai o tempo em que ter cadeiras de palhinhas ou poltronas de vime era do tempo das nossas avós.

Havia sempre uma peça ou outra em casa de tias, vinda não se sabe bem de onde, que parecia de outra época. Associamos sempre a palhinha a tempos idos coloniais, lembram-nos climas de terras quentes, de calor intenso, onde é preciso ter materiais frescos, leves e clarinhos.

Em Portugal existe uma grande tradição no uso do vime, de origem para lá de antiga. Foi primeiro utilizada em peças relacionadas com o trabalho no campo, nas cestas onde traziam o produto apanhado. A cana por si só é delicada, ou parece, mas trabalhada confere ao objecto resistência e durabilidade. A partir das peças mais pequenas percebeu-se que o vime, ou como todos o chamam, a “palhinha”,  ao ganhar firmeza passou a ser usado em peças maiores e mobiliário.

Hoje em dia, desde os originais cestos, ou fundos de garrafões de vinho, chegamos a cestos que servem de vasos, abatjours, berços, cadeiras, sofás e camas, e claro os famosos cestos dos balões de ar quente, tudo é possível para recriar aquele look colonial, onde se deu o cume do uso do vime, quase tirado de um “Out of Africa” digno de cinema, ou quase lembrando a tal poltrona de costas pavão que tinhamos em tempos idos na casa de férias. E como não gostar? Voltou para ficar!

Apesar de as peças neste material de origem vegetal serem muito trabalhadas, o vime continua a ser um material leve.

O entrelaçar das varas, criando textura, conseguindo desenhos complexos, cheios e vazios, curvas e tranças, não deixam de surpreender, parecendo tecido.

Para decoração de interiores aposte no vime em peças chave, numa peça grande ou num conjunto de peças que comuniquem entre si, com apontamentos de cores bonitas, plantas e vasos de suculentas, vejam aqui como decorar com plantas, relembrando, lá está, o quente, o calor, o deserto.