Sharing is caring!

A homy nasceu quando saí de casa dos meus pais, quando tive o meu primeiro ninho e tive de o encher de uma vida nova (e necessariamente desconhecida).

Foi um processo prolongado por diversas razões. Olhando para trás, acho que o que foi adiando mais a mudança definitiva foi o conforto (e carinho) em casa dos pais. Tudo o resto foram pretextos.

A verdade é que a vida em casal veio dar um empurrão e acabou por ser uma casa feita a dois, por duas pessoas opinativas e algo destemidas nas suas escolhas.

Fomos, como toda a gente, às lojas do costume, onde encontrámos muitas soluções para o que procurávamos.

Errámos nalgumas escolhas. O primeiro sofá foi uma das más escolhas que fiz – e todos sabemos o quão importante é um bom sofá (dicas para não falhar, aqui)! Em menos de 1 ano foi despachado no OLX e comprámos (já a 2) um novo, que ainda nos acompanha!, embora esteja longe da perfeição…

De olhos bem abertos em tudo o que era loja e feira (de Norte a Sul do país, que sempre fomos dados ao passeio!), descobrimos um mundo que nos era totalmente desconhecido: uma oferta gigante de lojas, designers e marcas de decoração que nos enchiam as medidas e que tinham peças que surpreendiam, que despertavam emoções, que nos diziam alguma coisa. [conheça as peças favoritas de pessoas surpreendentes, na nossa rúbrica “Mas Não Fiques Com“].

Por muitas horas que passássemos na internet à procura (foram muitas!acreditem…), foi numa loja perto do trabalho (que infelizmente já fechou) que comprei os candeeiros de parede para a sala, foi numa feira em Castro Marim que comprámos umas cadeiras artesanais de madeira que são ainda a minha peça favorita.

A internet é um mundo e não há filtro de pesquisa que nos valha. Encontra-se muita coisa, mas há muita coisa que fica por descobrir. E assim nasceu a vontade de escrever e partilhar sobre as nossas descobertas e sobre toda a aprendizagem que vínhamos fazendo.

Chamámos-lhe Homy. O resto da história deste blog, podem conhecê-la aqui.

Na sexta-feira fechou-se um capítulo. A primeira casa da homy é a primeira casa de outro casal, a quem desejo toda a felicidade.

Já lá não vivia há mais de 4 anos, mas quando fiz a mudança e entreguei as chaves bateu logo uma saudade de tudo o que lá vivi, de tudo o que representava para mim, para nós. Foi uma casa muito especial, escolhida depois de visitado o interior de meia Lisboa!, com uma luz que nunca vi em mais nenhuma casa e pormenores que adoro, como o chão em tábua corrida, as portadas nas janelas, as portas e fechaduras…

Fiz um vídeo antes de sair (não resisti), que partilho convosco:

Não sou especialmente apegada a nada de material. Gosto de renovar, de mudar (sobretudo mudar móveis de sítio!), de transformar. Estou com saudades de uma realidade que já não é a nossa há algum tempo, mas estou também com vontade de partir para novas aventuras.

Quando passar em Belém, vou poder dizer aos meus filhos que vivi ali, no número 59, como o meu pai me diz sempre que passamos em Algés.

[Margarida B.]