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Hoje é dia dos namorados. O dia do amor e que tudo nos remete para a vida a dois. A Homy decidiu contrariar a tendência de dar dicas e sugestões para um dia mágico a dois, a internet já está cheia de romantismo.

Decidimos falar de um tema igualmente importante e que ninguém se lembra de falar neste dia: os flagelos domésticos que se vive numa vida a dois. Desengane-se quem ache que uma vida a dois é só romantismo e flores. Às vezes vida a dois também são meias sem par ou talheres mal arrumados na máquina da loiça.

Escrevemos este artigo como um manifesto, o manifesto para que neste dia ninguém ache que a vida a dois é sempre um glamour. 

 

Leia-o e divirta-se, às vezes o segredo é não levar o dia-a-dia tão a sério.

1. Meias sem par

Quem nunca deu pela falta de uma meia que antes era um par? Onde estará a meia? Desertou? Juntou-se a outra meia sem par? Está a formar um exército?

2. Toalhas em cima da cama

Pior ainda, toalhas molhadas em cima da cama. Às vezes dá a sensação que é uma toalha invisível, quem toma banho não dá por ela depois de se vestir?

3. Cobertores na cama

Puxa daqui, puxa dali! Divisão desequilibrada dos cobertores na cama, ou mesmo uma divisão desequilibrada do espaço disponível na cama. Há sempre quem ache que terá direito a mais espaço na cama (tiramos aqui as grávidas, têm sempre mais direito ao espaço na cama, às vezes até têm direito à cama toda)

4. Tupperwares sem tampa

Desconfiamos que estarão no mesmo esconderijo das meias sem par. Inevitavelmente o que acontece é: de tempos a tempos decidimos organizar os tupperwares e deitar para o lixo todas as peças sem par. Uma semana depois encontramos as tampas… dos tupperwares que já foram para o lixo.

Nunca uma frase fez tanto sentido: Cada vez que uma meia desaparece, ela volta como uma tampa extra de tupperware.

5. Pacotes vazios ou comida fora de prazo que continua no frigorífico

Levante o braço quem nunca sentiu isto na pele? Um tupperware com comida de antes do Natal que continua no frigorifico. Sabemos que está estragada, na semana seguinte ainda estará pior mas há um medo de abrir a tampa, não vá sair algum material radioactivo. O que é que fazemos? Deixamos o tupperware lá ficar, por magia, pode ser que desapareça.

6. Almofadas em cima da cama

Deveria haver uma legislação que regulasse a quantidade de almofadas em cima da cama. Quem é que decide a quantidade equilibrada de almofadas? A sensação é que não há um intermédio civilizado. Ou não há, ou há mil e, nas palavras de Salvador Martinha “parece que a Joana Vasconcelos esteve lá a fazer uma instalação”.

7. Escovas de dentes

É urgente saber qual a forma mais indicada de organização das escovas de dentes em casal: a) Escovas de dentes juntas, agarradas, unidas pelo amor e pelas bactérias; b) Cada escova no seu copo mantendo um apartheid higinénico; c) Escovas no mesmo copo mas separadas pelo ar e pela dignidade.

8. Máquina da loiça

Existirá um manual que defina como é feita a organização da loiça na máquina? Os talheres vão virados para cima ou para baixo? Os pratos, é cada um no seu espaço, ou vale tudo, o importante é que caiba?

Ainda é uma dúvida grande que temos se os pratos devem ir meios lavados para a máquina, totalmente lavados ou numa completa badalhoquice. Se vão lavados, nem era preciso gastar tempo a colocá-los na máquina a seguir, se vão iguais ao que vieram da mesa, e a máquina só é ligada daí a dois dias damos início a outro flagelo: o cheiro.

9. O rolo de papel higiénico acabado

Aquele esquecimento maroto, aquele fechar de olhos negligente…quem nunca?!

Escrevemos sobre nove flagelos, provavelmente haverá muitos mais. E é desta forma que decidimos festejar o dia de S. Valentim, com sentido de humor pelas divergências da vida doméstica.

Aproveite este dia, seja a dois, ou rodeado de amigos.

Nota: este artigo foi escrito com a dose necessária de equilíbrio, sentido de humor e ironia.

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