Wallart. Uma das maneiras mais simples de criar aquele factor “UAU” na decoração, é colocar uma tela bonita na parede, uma escultura impactante, uma tapeçaria colorida.

O investimento em obras de arte não está, à primeira vista, ao alcance de todos. Há um sentimento generalizado de que é preciso muito dinheiro para ter um bom quadro (original) na parede e acabamos por recorrer a posters e prints reproduzidos vezes sem fim e presentes em todas as casas. Quem não se lembra dos prints “Keep Calm…”?!

Na homy procuramos (sempre!) mostrar boas alternativas às decorações massificadas, a casas monótonas e sem personalidade, mostrando novos designers e artistas da nossa praça, com peças exclusivas e prontas a dar uma nova vida a qualquer espaço.

A wallart é, sem dúvida, um dos nossos crushes na decoração!, talvez por ser o lugar de eleição da criatividade e emoção. É nas paredes que a arte é exposta sem barreiras e sem outra função que não a contemplação.

Não vamos falar sobre o que é bonito ou sobre o que é “arte”, porque essa é uma discussão filosófica com centenas de anos e totalmente pessoal.

Na altura de escolher, basta seguir a emoção que o desenho e a cor nos traz. Aqui, a única regra é trazer para casa uma peça que nos desperte emoções de cada vez que a virmos (sobre a importância de termos só o que nos emociona, numa espécie de minimalismo, falámos e reflectimos aqui).

Absolutamente rendidas a inúmeros ilustradores portugueses, foi com grande emoção que começámos a navegar por outras águas, com o convite da Maria Beatitude, artista plástica, para conhecermos o seu trabalho.

Maria Beatitude

 

Quando se visita uma loja de decoração, um atelier de um designer, um artesão, há um conceito por trás que nos faz chegar lá com uma segurança sobre o que vamos encontrar e quem vamos conhecer. É uma segurança invariavelmente derrubada porque todos os processos criativos têm a sua personalidade própria, mas pelo menos vamos com um à vontade diferente, como se nos fosse algo familiar, que depois sempre nos surpreende e supera.

Mas aqui é diferente, fui a medo…o que é que lhe ía perguntar?! Onde é que se inspira?!…please… só me lembrava da altura em que ia fazer um exame sem ter estudado, à espera de um milagre e de ter alguma coisa para escrever (#tbt!).

Ía com uma única pergunta na cabeça, que sabia que podia ditar o resto da tarde. Foi entrada a pés juntos, mas foi logo a primeira coisa que lhe perguntei: “vês os teus quadros como peças de decoração?”

Havia duas hipóteses: ou via a minha pergunta como uma comparação dos quadros com fruteiras e saladeiras ou percebia onde queria chegar.

Há um salto vertiginoso da loja de decoração para a galeria de arte, mas no final do caminho encontram-se todos em casa, na minha, na da Maria e na sua. Há arte em todas as lojas de decoração e todas as obras de arte têm um propósito decorativo.

Percebi rapidamente que tínhamos artista para as pessoas e não para os museus.

Disse-me coisas bonitas sobre a forma como as ideias surgiam e se materializavam e como depois a obra deixava de ser sua, para ser vista e interpretada por outros olhos.

Antes da explicação de cada colecção, havia uma pausa da Maria (acho que nem a própria se apercebe que o faz), à espera da minha reacção, da minha interpretação. Contou-me que gosta de ir às suas próprias exposições ouvir a opinião anónima de outros visitantes e as novas portas que assim se abrem escancaradas àquelas personagens.

Vi os quadros todos e em todos fiquei com aquela falta de ar de “ai, ficavas tão bem na minha sala!”… são todos maravilhosamente envolventes. Em todos senti algo. Nenhum me foi indiferente. Se já ía com muita curiosidade relativamente a dois ou três que tinha visto online, o balanço foi mais que positivo em toda a obra.

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Tenho alguns preferidos e, após reflexão, sei dizer o porquê da selecção: o equilíbrio dos tons neutros, a serenidade dos traços e o elemento surpresa de uma cor garrida ou fluorescente aqui ou ali.

O bom do design, da pintura, da escultura e da arte em geral é que não morrem na mão do seu criador. Continuam a criar emoções por todos os olhos por que passam e às vezes até ganham novas vidas.

Foi a 3 de agosto, num dos dias mais quentes deste Verão, que a homy foi recebida com uvas, águas frescas e um coração aberto. Estivemos horas…depois do atelier ainda fomos para uma esplanada junto à praia! Tenho saudades daquela conversa boa!

Podem descobrir tudo o que falta saber sobre a Maria e escolher a próxima wallart aí para casa, AQUI!

Até já, Maria

Margarida B.